Artigo de revisão: BALANÇO HÍDRICO EM JOGADORES DE FUTEBOL:
PROPOSTA DE ESTRATÉGIAS DE HIDRATAÇÃO DURANTE A PRÁTICA
ESPORTIVA Ana Paula Muniz Guttierres1, Jorge Roberto Perrout Lima2, Antônio José Natali3, Rita
de Cássia Gonçalves Alfenas4, João Carlos Bouzas Marins5
1,4Departamento de Nutrição e Saúde, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Viçosa.Viçosa, MG, Brasil.
2 Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Juiz de Fora, MG. Brasil.
3,5 Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG, Brasil.
Correspondência para/Correspondence to: A.P.M. GUTTIERRES. Av. Antonio
Guimarães Peralva, 26. Barbos aLage. Juiz de Fora. MG. CEP.: 36085-170.
E-mail: paulagutti@yahoo.com.br.
Telefone de contato: (32) 9118-6420 RESUMO O objetivo do presente estudo foi revisar a literatura sobre os principais fatores
que influenciam o balanço dos fluidos corporais de jogadores de futebol e propor
estratégias de hidratação para antes, durante e depois da execução dos jogos e/ou
treinamento. Devido às altas taxas de sudorese, os jogadores de futebol freqüentemente
apresentam um balanço hídrico negativo ao final dos treinos e partidas. A perda hídrica
é influenciada pela dinâmica do jogo, posição do atleta na equipe, condicionamento
físico, nível da competição, condições climáticas e estratégias de reposição hídrica
adotada. Medidas que considerem as especificidades do esporte e a individualidade dos
atletas são necessárias, a fim de evitar ou minimizar os efeitos negativos da desidratação
sobre o desempenho físico. A utilização de planos de hidratação baseados em bebidas
esportivas parece ser efetiva para a reposição dos fluidos corporais e promover maiores
ganhos de performance, quando comparado ao consumo de água, especialmente em
atividades com mais de uma hora de duração. Considerando a alta carga física imposta
aos jogadores de futebol durante competições e treinos, é importante que se tenha
conhecimento sobre os fatores que influenciam a homeostase hídrica desses atletas,
visto a adoção de estratégias adequadas de hidratação parece ter papel decisivo para o
sucesso esportivo. Descritores: hidratação, desidratação, sudorese, performance humana. Artigo: EFEITO DE BEBIDA ESPORTIVA CAFEINADA SOBRE O ESTADO
DE HIDRATAÇÃO DE JOGADORES DE FUTEBOL BRASILEIROS. Ana Paula Muniz Guttierres1, Karolina Gatti2, Jorge Roberto Perrout Lima3, Antônio
José Natali4, Rita de Cássia Gonçalves Alfenas5, João Carlos Bouzas Marins6
1,2,5Departamento de Nutrição e Saúde, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Viçosa.Viçosa, MG, Brasil.
3 Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Juiz de Fora, MG. Brasil.
4,6 Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG, Brasil.
Correspondência para/Correspondence to: A.P.M. GUTTIERRES. Av. Antônio
Guimarães Peralva, 26. Barbosa Lage. Juiz de Fora. MG. CEP.: 36085-170.
E-mail: paulagutti@yahoo.com.br.
Telefone de contato: (32) 9118-6420 RESUMO O objetivo deste estudo foi comparar o efeito do consumo da bebida esportiva
cafeinada (BEC) frente à bebida carboidratada comercial (BCC) sobre o balanço
hídrico de jogadores de futebol durante a partida. Foram registrados o peso corporal
(PC), volume total de urina antes e depois da partida, o percentual de perda de peso,
o grau de desidratação, a desidratação relativa e absoluta e a taxa de suor (TS). A
densidade da urina (DU) foi registrada no inicio e final da partida e a freqüência
cardíaca (FC) e o índice de percepção do esforço (IPE) em intervalos de 5 minutos.
Os atletas participaram de duas partidas: em uma, ingeriram BEC e em outra,
consumiram BCC. Foram consumidos 5 ml.kg-1 de PC 20 minutos antes da partida e
3 ml.kg-1 de PC nos tempos 0, 15, 30 e 45 minutos de cada tempo de jogo. Os
tratamentos diferiram significantemente. BEC promoveu maior percentual de perda
de PC, grau de desidratação, desidratação relativa, desidratação absoluta e maior TS.
Não houve diferença estatística na quantidade de urina produzida durante o jogo.
Pelos valores de DU, os indivíduos se encontravam moderadamente desidratados
antes e após o jogo. A ingestão de BEC resultou na reposição de fluidos
significantemente menor (75,0 13,3%) que em BCC (82,5 ± 13,7%). A FC diferiu
significantemente durante o jogo com a ingestão das bebidas; BEC promoveu maior
valor de FC. Apesar do IPE ter aumentado significantemente ao final do jogo, não foi
obtida diferença significante durante o jogo entre os grupos que ingeriram as bebidas.
Os atletas iniciaram as partidas hipohidratados. BEC promoveu maior impacto sobre
o balanço hídrico dos jogadores do que BCC devido, provavelmente, à promoção de
maior TS. Contudo, as duas bebidas não causaram efeitos fisiológicos significantes
sobre o estado de hidratação. Palavras-chave: Sudorese, desidratação, cafeína, performance humana.
Artigo: EFEITOS METABÓLICOS DE UMA BEBIDA ESPORTIVA
CAFEINADA CONSUMIDA DURANTE UMA PARTIDA DE FUTEBOL Ana Paula Muniz Guttierres1, Karolina Gatti2, Luiz Nelson L. F. Gomes, Francisco3
Radler de Aquino Neto4, Jorge Roberto Perrout Lima5, Antônio José Natali6, Rita de
Cássia Gonçalves Alfenas 7, João Carlos Bouzas Marins8.
1,2,7 Departamento de Nutrição e Saúde, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Viçosa.Viçosa, MG, Brasil.
3,4 Instituto de Química, Laboratório de Antidopagem (LABDOP) e Laboratório de
Tecnologia -LADETEC, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ,
Brasil.
5 Faculdade de Educação Física e Desportos, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, MG. Brasil.
6,8 Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas, Universidade
Federal de Viçosa. Viçosa, MG, Brasil.
Correspondência para/Correspondence to: A.P.M. GUTTIERRES. Av. Antonio
Guimarães Peralva, 26. Barbosa Lage. Juiz de Fora. MG. CEP.: 36085-170.
E-mail: paulagutti@yahoo.com.br.
Telefone de contato: (32) 9118-6420 RESUMO O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da ingestão de uma bebida
esportiva cafeinada (BEC), comparado a uma bebida carboidratada comercial (BCC),
sobre os níveis séricos e urinários de jogadores de futebol, durante a simulação de uma
partida. Para isso, o desenho experimental seguiu o modelo cross over duplo cego, no
qual os atletas participaram de duas partidas de futebol, em dois dias distintos. Vinte
minutos antes do jogo os atletas ingeriram 5 ml.Kg -1 de peso corporal (PC) de fluidos e
3 ml.Kg1 PC a cada 15 minutos, durante a partida. Foram analisados os níveis glicêmico
(GLC), de lactato (LAC), cafeína plasmática (CP) antes do inicio (coleta 1) e ao final do
primeiro (coleta 2) e do segundo (coleta 3) tempo jogo. Potássio (K+), ácidos graxos
livres (AGL) e cafeína urinária (CU) foram analisadas antes e após o jogo. A freqüência
cardíaca (FC) e índice de percepção subjetiva do esforço (IPE) foram registrados a cada
5 minutos da partida. A ingestão da BCE resultou em níveis GLC e de LAC
significantemente maiores do que os do consumo da BCC. As duas bebidas testadas
levaram à redução significante da concentração de K+ do inicio para o final do jogo
(ambas p < 0,01). Contudo, não foi observada diferença estatística entre tais bebidas nos
valores obtidos antes e ao final do segundo tempo (p = 0,99; p = 0,47, respectivamente).
De modo semelhante, não foi constatada diferença significante na concentração de AGL
entre as bebidas, comparando os valores observados ao início (p=0,08) e ao final (p =
0,49) das partidas. Os valores de CP aumentaram significantemente (µg.ml-1) após
consumo da BEC: coleta 1 = 0,0 ± 0,0; coleta 2 = 1,49 ± 0,57; coleta 3 = 6,08 ± 0,64. A
média de CU (µg.ml-1) antes do jogo foi equivalente a 0,0 ± 0,00 e após a partida
apresentou um aumento significante em BEC, 1,78 ± 2,00. A média da FC máxima
(80,6%) obtida para BEC foi significantemente superior à observada em BCC (74,7%).
Não foi observada diferença estatisticamente significante quando comparado o efeito
das duas bebidas sobre o IPE (p=0,145). Foi concluído que BEC promoveu aumento de
GLC, LAC, CP, CU e FC e por outro lado, não exerceu efeitos positivos sobre AGL, K+
e IPE. Palavras – Chave: Cafeína, glicose, lactato, ácidos graxos livres, potássio,
futebol. Artigo: EFEITO ERGOGÊNICO DE UMA BEBIDA ESPORTIVA
CAFEINADA SOBRE A PERFORMANCE EM TESTES DE HABILIDADES
ESPECIFICAS DO FUTEBOL Ana Paula Muniz Guttierres1, Karolina Gatti2 Jorge Roberto Perrout Lima3,
Antônio José Natali4, Rita de Cássia Gonçalves Alfenas5, João Carlos Bouzas Marins6.
1,2,5 Departamento de Nutrição e Saúde, Centro de Ciências Biológicas e da
Saúde, Universidade Federal de Viçosa.Viçosa, MG, Brasil.
2 Faculdade de Educação Física e Desportos, Centro de Ciências Biológicas,
Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, MG. Brasil.
3,5 Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,
Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG, Brasil.
Correspondência para/Correspondence to: A.P.M. GUTTIERRES. Av. Antonio
Guimarães Peralva, 26. Barbosa Lage. Juiz de Fora. MG. CEP.: 36085-170.
E-mail: paulagutti@yahoo.com.br.
Telefone de contato: (32) 9118-6420 RESUMO O objetivo do presente estudo foi comparar o efeito de uma bebida esportiva
cafeinada (BEC) frente a uma bebida carboidratada comercial (BCC) sobre a
performance durante a execução de testes físicos-motores de habilidades específicas do
futebol. Os atletas foram submetidos a dois testes, salto vertical (Sargent Jump) e teste
de agilidade (Illinois Agility Test), que foram executados antes e após as partidas
durante as quais foram consumidas BEC (7% de carboidratos (CHO), concentração de
cafeína correspondente a 250 mg.l-1) ou BCC (sem cafeína, 7% de CHO). Os resultados
demonstraram que BEC aumentou significantemente (p<0,01) a altura atingida no salto
em relação ao momento anterior ao seu consumo e em comparação a BCC (p=0,02).
BCC não promoveu aumento na potência de membros inferiores. Tanto BEC (p =0,62)
quanto de BCC (p = 0,93), não aumentaram a agilidade no teste realizado após a partida
em comparação ao realizado anteriormente. Ambas bebidas não foram capazes de
melhorar o desempenho na execução do teste de agilidade após a partida (p = 0,95). O
consumo de BEC proporcionou um efeito ergogênico para jogadores de futebol,
aumentando a potencia de membros inferiores relacionada à força explosiva. Contudo,
quanto à agilidade não foi possível identificar vantagens no desempenho. Palavras - Chave: Cafeína, bebida esportiva, salto vertical, agilidade,
performance humana.
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